Me, myself and Pop will eat itself

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Monday, April 29, 2002

 
luv

que fique registrado. o daniel, guitarrista da blemish, ganhou o título de menino mais querido do dia. sério. isso prova que as primeiras impressões são importantes. sério, ele é MUITO fofo e gentil.

ei, eu já disse que não gosto do matt beaumont? não gosto. nada.

e a senhorita biscoito deu uma dica interessante: calvin e hobbes dentro do clube da luta.

a pergunta de um milhão de dólares é: o que é que eu estou fazendo com a minha vida?

(mas eu comprei os cds do wry e dos walverdes, de modo que tudo vai ficar bem).
posted by manu 5:38 PM

 
rapeizo, desculpaí o desabafo de sexta. fiquei chateada por ter mais um final de semana como bastão adhesivo, não como colla.

:-)

ok. duas músicas estou ouvindo sem parar: you've lost that lovin' feeling e to die in your arms. quem gosta de jesus & mary chain não pode perder essa última. é maravilhosa. veja este pedacinho surrupiado (não, não canso e adoro adoro adoro o blog deles):

O blog é a protese do ego, sempre foi.
É movido pela energia elétrica e pela solidão. Você conhece São Tomás
de Aquino? Ele desenvolveu a noção de força motora imóvel do
Aristóteles nomeando-a de Deus. Eu nomeio de solidão, falta de
amor.Ninguém é culpado por isso.


ps. para vocês terem uma idéia de como a cams é legal: sexta à noite nos falamos por telefone, e eu tava EXTREMAMENTE empolgada com o suite number five. o que ela fez? sábado de manhã, quando nos encontramos para almoçar, ela não só me trouxe um cd com as quatro músicas dos meninos, como também o último do wilco. precisa dizer mais alguma coisa?

ps2. quarta-feira eu vou no show da superphones no ocidente. alguém mais?
posted by manu 10:48 AM


Friday, April 26, 2002

 
hapiness is a warm gun.

:~~~~

NADA promete. grandecíssima merda.
posted by manu 5:25 PM

 
delco freedom

"É para isso que o rock existe: para quem sabe sofrer com certeza e gratidão. Para quem gosta de sofrer bonito"

--Flávio de Castro,"indie é cu de rola" --
Eu casava com esse cara. Ele é bêbado, a gata dele que gostava de lamber tampa de danone morreu e a namorada dele foi pra frança.

"Nós somos de Campinas, e naturalmente caipiras. Há algo interessante em ser caipira- sua japona nunca é tão laranja quanto a do cara de Sp, sua costeleta nunca é maior que a dele. Ainda assim nos divertimos bastante e somos roqueiros chucros e convictos. Não ficamos achando que a última banda gringa a tocar em Londrina e São Carlos é a melhor do mundo. Tá, tudo bem , o Luna talvez seja.Ou não.
Mas somos diferentes. Bebemos juntos há anos, um cuida do outro e fazemos piadas sobre os nossos vizinhos e ex-namoradas. Somos caipiras drogados na loja de conveniência , falando sempre mal das mesmas garotas,das nossas belas garotas.
Tudo sempre do mesmo jeito, até que um dia...ou melhor, uma noite...o Butchers veio tocar no Ozz. Até então tínhamos certeza de que éramos os tipos mais metidos daquela taverna. Mas aperceram aqueles caras de preto, falando palavras como "churlie" e mascando chicletes o tempo todo.Ficamos deslumbrados, pensando em comprar uma sunga de oncinha também.Viramos quase que umas groupies, tipo aquelas que ficam gritando ( e cuspindo) bêbadas "toca Flaming Lips!!!".
O show deles nos lembrou de shows que nunca tivemos idade suficiente para ver."

Mais?
posted by manu 9:37 AM

 
love is all you need

Eu me lembro direitinho da primeira vez em que ouvi Beatles. Foi na casa do José, um vizinho que morava duas casas acima, em uma tarde muito fria em que ele tinha ganhado da mãe dele o vinil de "Please, please me". Logo qual. Lembro dos nossos rostos, achando aquela harmonica de "Love me do" meio engraçada. Eu adorei, a gente ia lá todas as tardes ouvir esse disco e, em especial, "Love me do".

A segunda vez que ouvi Beatles foi interessante, e explica até hoje o que eu sinto quando escuto o Fab Four. Quando tinha doze anos, a Nine (minha melhor amiga na época) tinha milhares de discos de mpb, que eu nunca tive saco para escutar. Então, quando eu ia até a casa dela, pedia para futricar nos discos do irmão mais velho dela. E lá, um belo dia, encontrei a coletânea dupla vermelha em vinil, também - aquela que abrange a década de 60. E coloquei para a gente escutar. Meu susto foi tanto, porque naquela época, eu estava começando a ler sobre rock e sabia da influência duns tais de Beatles na música - mas só sabia vagamente quem eram, nem lembrava do disco do José.

Pra mim, uma das melhores sensações da vida é alguém falar muuito bem duma banda, vc escutá-la e achar maravilhosa. Não reparem, eu sempre fu leitora de Bizz assumida, tenho uma coleção que só perde em tamanho pra da revista mad.

Enfim, senti-me incrivelmente familiarizada. Daí pra diante, eu gravei uma fita dos dois vinis e não parei de ouvir por anos. A minha mãe e a Jô não agüentavam mais, mas eu ouvi a fita por três anos - quando me sentia triste, feliz, apaixonada, traída. Uma das músicas que eu mais gostava da fita e que resistiu a este período de super-idolatria aos Beatles é "Across the universe". É uma das músicas que eu mais gosto deles, com certeza.

Ontem eu vi o clipe dela, só que cantada pelo Rufus Wainright para a trilha de "I am sam". Lindo. Sério, fiquei impressionada - ganhou status de "cinco melhores videoclipes já feitos" - ainda mais no quesito 'trilha sonora', que sempre tem aqueles pedacinhos do filme diluídos. Usuários de kazaa e assemelhados, baixem. A versão dele para a música nem tinha me impressionado tanto assim, mas as imagens dele no videoclipe com a menina do filme valem muito. E olha que nem vi "I am sam".

---

E vocês aí? Lembram de quando ouviram Beatles pela primeira vez?
posted by manu 7:46 AM


Thursday, April 25, 2002

 
Passerá prima o poi
Questo piccolo dolore che c'é in te
Che c'é in me, che c'é in noi.
posted by manu 1:02 PM


Tuesday, April 23, 2002

 
Genial.

Eu adoro essa moça. (e eu sigo meu serviço de clipping de blogs):

Eu olhava desatentamente a horda passar quando o vi. The chance that I take. Corri para alcançá-lo. Já tinha dobrado a esquina, estava no meio do quarteirão daquele belo Recife antigo, na fila de trás do pelotão de amigos. Olhei para ele, desconcertado no meio dos outros caras, e perguntei:

- Are you...? Are you...?

Ele estende a mão e sorri:

- Lou Barlow.

Eu tinha acabado de ser apresentada a Stephen Malkmus.


quem é o cara que o malkmus disse ser? ora, ora. vão ouvir sebadoh, uma das bandas mais espertas, desde o fim do MC5.

ps. eu adoro esse domain dela, tanto que eu tinha o grapette.blogspot.


posted by manu 5:42 PM

 
Li isso no .::go-gonzo girl::. Long live to Ciça Gianetti, porque isso tava lá há milênios e eu ainda amo.

"Chegou o meu Not fade away - A Backstage Pass to 20 years of Rock & Roll, o livro do ex-editor da Rolling Stone Ben Fong-Torres sobre... o subtítulo é bem específico. Eu tenho uma aula amanhã às 7h30 e uma pauta pra levantar e uma monografia pra terminar mas não consigo evitar traduzir aqui trechos da introdução escrita por Cameron Crowe para o livro."

Ben,

Estou escrevendo para avisar que vou me atrasar com a introdução para o seu livro. Sendo um brilhante escritor, repórter e editor, você está familiarizado com todas as desculpas habituais. De fato, você é um expert. "Eu não estou me sentindo bem". "Eu ainda não tenho o meu lead." "Preciso de mais material de entrevistas." "Meu gravador não funcionou, e eu tenho que reconstruir tudo de cabeça." Em todos os seus anos como editor de música da Rolling Stone, além de ser um dos seus mais estimados jornalistas, você já ouviu de tudo. É impossível te enrolar, então eu vou dizer logo: É muita responsabilidade. Eu não posso apenas lançar alguns parágrafos. Quer dizer, não é só uma pauta, Ben. É você - meu primeiro editor de verdade.

Você lembra quando a gente se conheceu? Como um fã de rock vivendo em San Diego, eu costumava malocar umas Rolling Stones pra dentro de casa. Minha mãe, professora, tinha a mente aberta de muitas maneiras... menos de uma. Rock and roll não era bem vindo em nossa casa. Era, ela dizia, um desperdício de neurônios. Minha primeira escolha para profissão, baseada no filme "To Kill a Mockingbird", era a advocacia. Eu queria ser Atticus Finch (...) um pilar da comunidade. Ah, isso ia fazer a família feliz. E aí o rock and roll entrou na minha vida, cortesia de uma irmã que havia retornado de uma visita a São Francisco com uma cópia do Cheap Thrills, de Big Brother and The Holding Company. Eu comecei a comprar discos escondido. Eu lia seus artigos na Rolling Stone, sem sequer perceber que você era responsável por decidir sobre as pautas e editar todos os outros perfis musicais também. Eu queria entrevistar Crosby, Stills, Nash & Young. Eu queria ser você. Eu comecei a escrever sobre! música para um trabalho de escola, e para um jornalzinho local underground chamado The Door.

Estava escuro naquele show em Los Angeles, os Rolling Stones, The Forum, o show de 1973 para levantar dinheiro para a causa da Nicaragua. Você e Annie Lebowitz estavam em turnê com a banda para aquela grande matéria de capa, aquela com Mick de camisa havaiana. (Espero que esteja incluída nesta coletânea). Nós fomos apresentados por Bobbi Cowan (...) Os Rolling Stones estavam prestes a entrar no palco, e as luzes foram apagadas. Você não viu que eu tinha 15 anos de idade. (...) Nos falamos rapidamente; eu te contei que era um freelancer de San Diego. Você perguntou se eu não tinha nenhuma entrevista na lata, qualquer coisa que eu quisesse te mandar. Eu sugeri o grupo Poco. Você me dise pra mandar 750 palavras e você também me disse pra mandar junto uns tearsheets. Eu não sabia o que eram "tearsheets", mas eu concordei. Eu sabia que tinha que ser bom, e nós apertamos aas mãos de novo. Os Rolling Stones estavam agora tomando o palco. Mick Jagger atacou de "Oh Carol", mas! tudo que eu conseguia pensar era que tinha acabado de pegar uma pauta na Rolling Stone com Ben Fong-Torres.

Eu te mandei uma matéria sobre Poco e uns dias depois telefonei. "É Cameron Crowe, de San Diego".
"Doideira", você disse.
"A matéria tava ok?"
Você remexeu em alguns papéis. "Tá boa". Foi simples assim. Minha primeira matéria pra Rolling Stone. Apesar de eu ter escrito um artigo ou dois pro Lester Bangs na Creem, foi aqui que começou minha carreira profissional como jornalista. Mais matérias se seguiram, incluindo uma sobre o Yes. Foi durante estaa fase que você ligou pra minha casa, e minha irmã atendeu. Você falou com ela por alguns minutos. Você perguntou quantos anos eu tinha, e ela estava mais do que de boa vontade para te revelar esta preciosa informação que eu não tinha compartilhado com você. "Ah, ele tem 16 anos de idade", ela te disse. Você publicou isso na revista. Foi embaraçoso ser uma curiosidade jornalística... que diabo, 26 anos depois, posso contar isso: Eu amei aquilo. Ainda encontro gente que lembra da revista naqueles tempos e de coisas que você escreveu e editou. Eles lembram de mim como o jornalista de 16 aanos. É tudo culpa sua, Ben. Minha mãe, que ainda não consegue acreditar que me deixou e! ntrar em turnê com os Allman brothers, com o Led Zepellin, e com o David Bowie - todas as pautas que você me deu - ainda está choramingando que eu nunca fui pra faculdade de Direito. É sua culpa, e dificilmente passo um mês sem te agradecer secretamente por isso. Mas como é que eu posso colocar isso na introdução de um livro com suas matérias?

Há muito tempo atrás, enquanto eu estava na sua casa em São Francisco, lutando contra minha primeira matéria completa, você me deu um conselho: seja informativo, mas seja também pessoal. Escreva como se você estivesse escrevendo uma carta para um amigo. E eu fiz assim. Obrigado, Ben.

Com amor, Cameron de San Diego.

posted by manu 2:04 PM


Monday, April 22, 2002

 
"Sometimes I get the feeling that
I won't be on this planet for very long
I really like it here, I'm quite atached to it
I hope I'm wrong."

- Ben Folds Five -

"Acho que não tenho dormido bem, sabe."

Usei essa frase, aí em cima, como metáfora, há meses atrás - tá em parklife. Eu pareço uma menininha de 6 anos quando estou reclamosa, vou te contar. Eu ando mais chata do que o normal. O que mais me estranha é que tanta gente visite isso aqui - não, não é sobre como foi meu dia. São anotações, coisinhas perdidas que nem arquivadas ficam (você está vendo algum arquivo no meu blog?).

O fato é que eu comprei um caderno de brochura. E é nele que escrevo.

Nele, e em ctrl+alt+heart - que está, oficialmente, começado. Para minha alegria, para a alegria de Carmela, e para a alegria da Jô também. Estou empolgada, com aquelas joaninhas de estômago de começo de namorico.

A última edição da RStone está ótima, toda.
Eu comprei o cd-cobiça do ano por 52 reais.
E, finalmente, usei meu casaco de lã pela primeira vez. E manta.
O principal é que tirei os mecanismos de auto-defesa de mim. Isso a partir do momento em que senteia na frente do computador e não tive medo de escrever algo meu - tão meu, mas tão meu que chega a ser patético.

Mas é meu. Entendem?
posted by manu 5:31 PM

 
war is over.

(if you want it)
posted by manu 11:22 AM


Thursday, April 18, 2002

 
[a fila dos bonitos é aquela de ]

e eu que achei que já tinha visto tudo.


posted by manu 11:23 AM


Wednesday, April 17, 2002

 


não que alguém duvidasse.
posted by manu 4:07 PM

 
ainda bem que a gente não teve que matar as estrelas. da menina aqui.

Nove Fatorial:

Nove coisas que vc usa diariamente:
09. blogger
08. cigarro
07. trident
06. casaco
05. computador
04. all star
03. óculos
02. celular
01. mochila

Oito filmes que vc assiste repetidamente:
08. Goonies
07. Amores Brutos
06. Drugstore cowboy
05. Tudo sobre minha mãe
04. Clube da Luta
03. Wonder boys
02. Sociedade dos Poetas Mortos
01. Quase Famosos

Sete discos importantes para vc:
07. U2 - Achtung Baby
06. Beastie Boys – Ill Communication
05. Pixies - Doolittle
04. Stooges - Stooges
03. Nirvana – Unplugged in NY
02. Radiohead - OK Computer
01. Beatles, qualquer um.

Seis objetos que vc toca todo dia:
06. walkman
05. mouse
04. passagem de bus
03. livros
02. copinhos com café
01. teclado

Cinco coisas que vc faz diariamente:

05. olho meus e-mails
04. caminho, e MUITO
03. leio
02. trabalho
01. ouço música, mais do que caminho

Quatro bandas vc não viveria sem:
04. Neil Young
03. Iggy Pop
02. Radiohead
01. Beatles

Três de suas músicas favoritas no momento:
03. True love waits - Radiohead
02. With no shoes - Charlatans
01. I´m in love with a girl – Alex Chilton

Duas pessoas que mais influenciaram sua vida (evitar óbvios tipo pais e amigos):
02. Capaverde (um professor escroncho)
01. Janete (colega de aula desde a quinta série)

Uma coisa que vc passaria o resto da sua vida com:
01. Meu coração.

tks.
posted by manu 3:58 PM

 
Last Goodbye
Jeff Buckley, álbum Grace

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.

This is our last embrace,
Must I dream and always see your face
Why can't we overcome this wall
Baby, maybe it is just because I didn't know you at all.

Kiss me,
Please, kiss me
But kiss me out of desire, babe, and not consolation
You know, it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry,
This is our last goodbye.

Did you say "no, this can't happen to me,"
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe... you didn't know him at all."

Well, the bells out in the church tower chime
Burning clues into this heart of mine
Thinking so hard on her soft eyes and the memory
Of her sighs that, "it's over... it's over..."

Absolutamente TUDO a ver com o dia. Tudo.

posted by manu 3:55 PM


Tuesday, April 16, 2002

 
tem gente que faz coleção de flunfa. depois eu é que sou criticada. coleção de flunfa é que é um treco muito legal, mesmo.

flunfa - pó de umbigo. o marcelo firpo que sempre dizia, na finada lista do COL: "flunfa. o nome é praticamente a coisa".

posted by manu 5:45 PM

 
[the osbournes é ótimo. é ÓTIMO. sério. do sérgio d'ávila:.

No último episódio, Ozzy descobre que a filha foi ao ginecologista. "O médico da xoxota?", pergunta, aflito. "É", diz a filha, constrangida. "Essa história está muito mal-contada, por que você foi ao médico da xoxota? Ninguém vai a esses médicos se não está com um problema muito sério". A filha grita que foi só um exame de rotina, a babá confirma a história mas Ozzy não acredita e liga para a mulher, que está no cabeleireiro. "Sharon, a Kelly está grávida?" "Eu sou virgem, pai!", grita a filha. A mulher desliga o telefone rindo. Ozzy olha para a filha, incrédulo: "Jura? Mas quantos anos você tem?". "17!", berra a filha. "E ainda é virgem?".
posted by manu 3:06 PM

 
eu tinha um pesadelo. (estranho começar o discurso martin luther kinguiano às avessas).
era assim: eu sempre tive medo das minhas festas de aniversário. isso porque, desde menina, eu tinha os tipos de amigos mais diferentes do universo. meu pesadelo, e eu comentei isso com a jô dia desses, seria convidar todas essas pessoas pruma festa de aniversário e elas se encontrarem. e decepcionarem-se.

isso é o que melhor define o meu blog: a tal festa de aniversário, temida.

mas quem sabe minha fefeca de escrever aqui não passa? é só porque vocês (vocês-sabem-quem) são muito fofos. MUITO gente fina. E é de gente assim que eu preciso perto de mim, porque eu fico desarmada com pessoas cínicas. Porque eu gosto de abraços e de real people. Real Topeka People.

:-)
posted by manu 3:04 PM


Friday, April 12, 2002

 
chega.


tchau. não sirvo pra isso, e isso também não serve pra mim.
posted by manu 7:52 AM


Thursday, April 11, 2002

 
[esses blogs e suas cousas maravilhosas]

algumas pessoas mandaram e-mails perguntando a razão do popsong2.blogspot. olha, eu não sei. seguinte: eu tinha um blog escondido chamado "cotonetes", e gostava dele. mas a cams tentou mudar o layout de lá mesmo, só que o sit já tava todo errado. então, ela mesma registrou um domain pra mim. ficou o tal pop song 2. capito?
posted by manu 4:33 PM


Wednesday, April 10, 2002

 
lembrei de uma coisa que o charles comentou comigo, noite dessas, no corredor. ele dizia que a gente não descontava as coisas ruins que aconteciam em quem a gente não gostava, e sim em quem a gente gostava.

acho que não acredito nessa frase, sabe. nem quero acreditar. eu me policio um monte para não chegar em casa chutando a minha irmã, por exemplo, mesmo estando no meu limite.

eu não quero acreditar nesse tipo de desculpa. 'ah, eu gosto de ti, então vou botar os yayás pra fora contigo mesmo e, se possível, te meter no meio'.


.mais um da série *posts úteis*.
posted by manu 3:55 PM

 
putz. não acredito que estou sentindo ciúmes. será que ando tão precisada de atenção assim?

puta merda. shame on me. SHAME ON ME.

vou me esconder. caraca.

ah, fuckoffffff. não passou, vou me entupir de café e filar cigarros das meninas da oitava série - aquelas, que fumam porque acham que emagrece. bobinhas. fumar não emagrece, é deixar de fumar que engorda.

posted by manu 3:26 PM

 
sério. eu adoro essa coisa aqui. agora, por exemplo, tem duas malucas cantando 'don't let me down' e tocando trombetas na sala ao lado. e, como se não bastasse, estão montadas em duas pernas de pau. é sério.

e eu voltei duma contação de histórias pros pequenos bem pequenos. o nome do livro da mulher era "a gaveta mágica". ela era meio estranha, mas agiu legal com as crianças - tipo, não pediu silêncio, nem falou sobre respeito nem nada. e atirou pó de sapo em mim.

hahaha, preciso desopilar. não acredito que estou contando isso aqui.
posted by manu 3:15 PM

 
entrevistas com escritores de livros infantis têm diminuído o meu estresse. daqui a pouco começam as palestras deles lá no cineminha. eu pensei que esse nome era só força de hábito, mas não é que a porra é um cinema mesmo? por isso essa chorna custa tão caro.

o que me interessa é que ontem me ligou o menino mais fofo de todos os tempos. o menino-irmão do feioso.

"Manu... Tu me perdoa?"

oh. precisava perguntar.

no más, estou meio quieta hoje, um dia meio ahn. ouvirei a banda das beldades da semana. a banda que tem versinhos alexandre petillo 'life's not fair: kill yourself or get over it'. a patti smith também era cristã. e a melhor amiga dela era uma página muito tosca - o que torna ela mais legal ainda.

ps. falei com o menino thomas, também. um amore. eu gosto de gente legal.

tá, tenho que ir. vou lá.
posted by manu 1:31 PM


Tuesday, April 09, 2002

 
e aí?

[meu blog é um e-mail gigante pros meus amigos]

mr. frederick falou que eu estou sempre preocupada. não gostei disso. será? essas constatações sempre são o TERROR pra mim, sempre me cutucam e fazem pensar.

hoje entrou texto meu lá num site de skate. que meda. o porsche que edita. tomara que tenha ficado bom. quero receber cartinhas de meninos safra *metido a malandro. que falta de laço, vou te contar.

posted by manu 1:38 PM

 
necrofilia!!!.


posted by manu 1:34 PM


Monday, April 08, 2002

 
E eu ainda me assusto quando a Carmela me diz que acha que eu estou doente de novo.

Esse texto aí embaixo é dela. É sobre o The week never starts round here, do Arab Strap.

A merda do tênis não estava debaixo da cama. Ela não sabia onde estava - os tênis, sabe-se lá o que diria de si mesma. Enfiou a cabeça mais uma vez entre o estrado e o chão, enxergou um dedo de pó acumulado e duas agulhas de tricô. A cabeça doía tanto quanto sentiria-se ferida se atravessasse uma das agulhas contra o peito - achou o pensamento em vão.
Levantou da cama, pisou o chão com as meias brancas e esqueceu porquê buscava por um par de tênis. Havia abandonado o trabalho no meio da manhã, havia jogado sua mochila vermelha numa lata de lixo e separando dois trocados, chorou durante toda uma viagem de trem. Pediu um cigarro numa peixaria, invadiu as narinas com o odor e com uma das mãos no bolso, caminhou até sua casa.

Abriu todas as janelas, desligou o aparelho de som da tomada e berrou. Bateu a própria cabeça contra a parede, repetiu mais duas vezes, abriu a geladeira e retirou uma garrafa de vinho fermentado. Bebeu tudo no gargalo, despiu-se, deitou-se no chão, pressionou a cabeça contra os ladrilhos cansados e chorou.

Cerca de mil quilômetros acima, em uma linha reta dentro de um mapa, ele cantava. Parecia jamais lembrar-se dela. Trabalhava num canal de meteorologia, previu tempestade numa cidade há mil quilômetros abaixo de onde estava, mas esqueceu-se de transmitir o informe. Com fones pressionados contra os tímpanos ele pegou a mochila e saiu para almoçar. Ele sorria.

Haviam se encontrado sete vezes quatro semanas no passado. Ele fazia música, ela audição. Haviam trocado catorze vezes nove atitudes de carinho, mas ambos fomentavam não terem sido em vão. Ele partiu um dia, ela o seguiu no outro, mas no terceiro, apenas a última carta azul. Nenhuma palavra medida, nenhuma promessa cumprida, mas nenhuma das duas existira.

Acordou tonta e apoiou-se na parede. Entrou no banheiro e violentamente pôs-se debaixo do chuveiro. Ouviu duas portas baterem, não era alguém, era o vento. Nua foi para frente da janela da sala. Sentiu frio, mas este infelizmente não congelava sua alma. Esqueceu que o aparelho de som estava desligado, puxou o disco vermelho e berrou. Pensou em riscar o laser com as unhas, mas as havia roído na noite anterior. Atirou o disco e a capa no chão.

Pegou a roupa do hospital e vestiu-se. Encontrou um par de meias brancas e enfiou nos pés quentes. Deitou na cama e gritou. Contou noventa vezes sete esfaqueamentos no corpo dele e adormeceu.

Ele pediu um pedaço de picanha e encheu o prato de arroz. Cantou nove notas novas na cabeça e arrotou. Puxou o guardanapo e observou. Viu um número de telefone e esticou os dois olhos à frente. Terminou o líquido de acerola restante no copo e levantou-se. Aproximou-se da menina e lambeu suas vermelhas unhas, abriu a mochila e entregou-lhe um disco de mesma cor.

A merda do tênis não estava debaixo da cama. Ela não sabia onde estava - os tênis, sabe-se lá o que diria de si mesma. Enfiou a cabeça mais uma vez entre o estrado e o chão, enxergou um dedo de pó acumulado e duas agulhas de tricô. A cabeça doía tanto quanto sentiria-se ferida se atravessasse uma das agulhas contra o peito - achou o pensamento são.

Levantou-se e pisou o assoalho em meia brancas. Viu a sala molhada. Viu um disco no chão. Ligou à tomada o aparelho de som e catou o disco. Sentiu noventa vezes sete gotas de chuva atingirem seu rosto e atirou. Ouviu o barulho do artefato atingir o chão, fechou a janela e esticou uma das mãos. Apertou a opção rádio e murmurou. Puxou os cabelos num rabo de cavalo e varreu a casa. Na manhã seguinte, também jogou os tênis fora.

posted by manu 5:26 PM


Friday, April 05, 2002

 
.

fica um pouco mais longe.
posted by manu 9:53 AM


Thursday, April 04, 2002

 
"Dirás que sangue é o não teres ouro.
E o poeta diz: compra o teu tempo
Contempla o teu viver que corre,
escuta o teu ouro de dentro."

Hilda Hilst

Recebi agora. melhor presente da tarde.
posted by manu 5:25 PM

 
Pergunta que não quer calar: Por que cargas d'água a Sony inventou de chamar a programação de terça de terça de limão e a de quinta, de quinta de moranga?

[qual a diferença entre moranga e abóbora?]

posted by manu 5:16 PM

 
Hoje no hay posts enormes (esses, ninguém comenta). Levebre, tenho um livro de que tu possa vir a gostar, chamado 'Fragmentos do discurso amoroso', do Roland Barthes, que é muito afudê.

Enfim, queridos.

Today is the greatest day I've ever known. can't live for tomorrow,
tomorrow's much too long. I'll burn my eyes out before I get out
I wanted more than life could ever grant me. bored by the chore of
saving face
Today is the greatest day I've ever known. can't live for tomorrow, I
might not have that long, I'll tear my heart out before I get out
Pink ribbon scars that never forget, I tried so hard to cleanse these
regrets. My angel wings were bruised and restrained my belly stings
Today is the greatest day
I want to turn you on
Today is the greatest that I have ever really known.
- smashing pumpkins


E é assim.

posted by manu 3:30 PM


Wednesday, April 03, 2002

 
"Pode-se prometer atos, mas não sentimentos; pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou sempre odiá-lo ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas ele pode prometer atos que normalmente são consequência do amor, do ódio, da fidelidade, mas também podem nascer de outros motivos: pois caminhos e motivos diversos conduzem a um ato. A promessa de sempre amar alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, demostrarei com atos o meu amor; se eu não mais te amar, continuarei praticando esses mesmos atos, ainda que por outros motivos: de modo que na cabeça de nossos semelhantes permanece a ilusão de que o amor é imutável e sempre o mesmo. - Portanto, prometemos a continuidade da aparência do amor quando, se cegar a nós mesmos, juramos a alguém amor eterno."
(Friedrich Nietzsche, trecho do livro Humano, demasiado humano - aforismo 58)
posted by manu 3:39 PM


Tuesday, April 02, 2002

 
eu pergunto para vocês:

what's your favorite song containing the word love in the title?
posted by manu 2:00 PM

 
O Cogumelo Plutão (“Você é a escada da minha subida...” ou algo assim, lembra?) acabou mas, fica triste não, o vocalista Blanche já agitou uma banda nova. O nome é Coquetel Diamante. O trabalho está quase pronto e deve sair ainda este ano.

Falem o que quiserem. Ela é a melhor e sempre me faz rir. Invejinha branca.

(lembrei: o mojo tá de blog).

e o träsel vai viajar.

mais um serviço de utilidade pública powered by manu colla. (ho ho ho, como estou engraçada).

posted by manu 11:04 AM

 
olá.

duas coisas.

recebi a mensagem de icq mais fofa de todos os tempos. do sparkazul. Ele é o meu leitor preferido, porque é um doce, porque escreve bem pra caralho, porque sempre é meigo e é a pessoa mais acostumada aos meus sumiços. sparka, dear, i miss you sooooo much. man, eu te adoro muito. tinha que dizer isso.

a outra coisa: gus, falei com a mari messias esses dias. ela fez questão de te mandar um beijo, e outro pra rosele. Inclusive, ela disse que não respondeu o mail dela porque é ratona, mas que adora-a de paixão. ok, recado fofo dado.

manu - de primeiro disco do cranberries. e com saudades dos amigos.

ps. estou feliz.

posted by manu 9:54 AM


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