Me, myself and Pop will eat itself

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Friday, August 30, 2002

 
[20th century girl]

Sempre dependi da bondade de estranhos. Hoje, foi a Anne, do bacaníssimo Alice in Wonderground, que me tirou duma grande enrascada.

Obrigado, Anne. Obrigado mesmo.
posted by manu 11:09 AM

 
[i am for real]

Amigos,
Ontem vendi meu celular pra Jô. O número já está desabilitado, nem adianta mais ligar o bichinho.
Assim, só pra avisar vocês-reais-que-lêem-aqui.
posted by manu 10:37 AM

 

Kevin Arnold


Take the Which Wonder Years Character are you? quiz by Ben.

posted by manu 8:01 AM


Thursday, August 29, 2002

 
[Because something is happening here]

Meu corpo e minha mente não dialogam há anos.
posted by manu 2:53 PM

 
[the first thing that you want will be the last thing you ever need]

Um cigarro, um halls preto e um beijo do menino aquele.
posted by manu 12:57 PM


Wednesday, August 28, 2002

 
[i still got your records]

Gosto muito dessa música, mas acho ela tãããão triste...

"Take me out tonight
where there's music and there's people
who are young and alive
driving in your car
i never never want to go home
because i haven't got one
anymore
take me out tonight
because i want to see people
and i want to see the lights
driving in your car
oh please don't drop me home
because it's not my home, it's their home
and i'm welcome no more
and if a double-decker bus
crashes into us
to die by your side
it's such a heavenly way to die
and if a ten ton truck
kills the both of us
to die by your side
well, the pleasure and privilege is mine
take me out tonight
oh, take me anywhere, i don't care, i don't care
and in the darkened underpass
i though "Oh, God, my chance has come at last"
but then a strange fear grip me
and i just couldn't ask...
take me out tonight
oh, take me anywhere, i don't care, i don't care
driving in your car
i never never want to go home
because i haven't got one
i haven't got one"

posted by manu 5:13 PM

 
[always, no sometimes, think it´s me]

Uma vez vi esse filme, que se chamava "Ruas de Liberdade", que falava sobre um menino judeu que se mudava para um bairro de negros, no começo do século passado. Esse filme tem uma cena antológica. O menino começa a sair com uma garota, mas não sabe se ela é legal ou não. Aí, o tio dele dá um conselho valioso pro garoto. "Abra a porta do carro primeiro para ela. Se ela puxar o pino da sua porta enquanto você faz a volta no carro, é uma boa garota".
Eu acho que esse é um ótimo conselho.
posted by manu 1:51 PM


Friday, August 23, 2002

 
[A view of the city from an airplane]

Até terça. Cuidem-se.

ps. Sabem qual a melhor forma de escolher amigos? Pela pupila.
ps2. Os dias estão simplesmente lotados.
"Agradava-lhe a idéia de ver sempre as mesmas árvores, as casas de famílias conhecidas, mas reconhecia que os anos morando longe tinham lhe feito um grande favor: perdera aquela atitude mesquinha que caracteriza muitas das pessoas do interior. Amava a cidade, amava os brinquedos da praça, amava a cozinha de cerejeira da sua mãe a as cortinas infantis do seu quarto – todas essas terríveis coisinhas. Paraíso, para ela, eram as ruas que faziam-na lembrar das músicas do Neil Young, era o céu dez minutos antes de chover, era cachorro espreguiçando, ou quem sabe um risco bem feito num papel. Orgulhava-se de tentar ser simples: nem café, nem cigarros, e dessa vez apenas levava aquele sentimento de que alguma coisa precisava ir embora".
posted by manu 7:51 AM


Thursday, August 22, 2002

 
[Daydream nation]

Dia perfeito para lembrar de algumas quotes do Charlie Brown que eu amo.

"Nothing echoes like an empty mailbox."
"When you have to get up at 7:00, 6:59 is the worst part of the day!"
"When you're depressed, it helps to lean your head on your arm and stare into space--if you're unusually depressed, you may have to change arms."
"Never lie in bed at night asking yourself questions you can't answer..."
"Life is like an ice cream cone: You have to learn to lick it!"
posted by manu 3:31 PM

 
The Wind

"I listen to the wind
to the wind of my soul
Where I'll end up well I think,
only God really knows
I've sat upon the setting sun
But never, never never never
I never wanted water once
No, never, never, never

I listen to my words but
they fall far below
I let my music take me where
my heart wants to go
I swam upon the devil's lake
But never, never never never
I'll never make the same mistake
No, never, never, never"

posted by manu 2:14 PM

 
[then you talk about resistance and all things that might set us free]

Um dia ainda vou escrever algo decente sobre a influência que o COL teve na minha vida.
Em 1998, eu amava entrar em chats. Aprendi a façanha com o Samuca, que também passava as tardes tralalando com desconhecidos. Simplesmente pareceu uma boa idéia na época, a gente era superstar daquele chat. Até que, um dia, acessei o site do COL, não me perguntem como. Foi um choque, foi um desserviço ("o que eu estou fazendo na internet, o que meus amigos estão fazendo na internet, nossas idéias, nossas referências). Fiquei atônita, achei as descrições dos COLunistas engraçadíssimas, assinei a coisa sem saber direito o que era e, na semana seguinte, chegou a primeira edição. Tive um treco. Era tudo o que eu queria ler na internet! Tinha gente inteligente, desbocada, "chinela" (desculpe se hoje passa batido, mas era "a" expressão da época). Divulguei o zine como pude: imprimia, levava pros meus colegas na aula, mostrei pro Samuca no mestrado onde a gente trabalhava e a gente ficou naquelas "a gente PRECISA fazer algo assim". Só que o Samuca é muito mais original do que eu, e tem iniciativa, então logo o Tijolão mudou de padrões e adquiriu, aos poucos, uma personalidade. Mas eu gostava mesmo era do COL, tanto que lá pela edição número 15, escrevi um editorial dedicado à eles. Foi a primeira grande felicidade que a web me proporcionou. Recebi quatro e-mails, do Cardoso, do Galera, do Träsel e do Mojo. Eu lembro que não conseguia parar de sorrir porque os caras do COL tinham me escrito e-mails. Nunca esqueço que o do galera terminava assim "do leitor, Daniel Galera". Afffffffffffe, logo o Galera, com quem tentei várias vezes puxar conversa no ICQ.
Tanto que aí as coisas começaram a degringolar. Eu não via outro futuro pro Tijolão do que um COL cover, o que foi uma péssima idéia, e os guris (só o Marcos e o Samuca sobraram) queriam - e conseguiram - aprimorar as coisas. Eu amava mesmo eram as egotrips, os editoriais do Cardoso, aquela clareza dos contos do Galera, as crônicas gigantes do Träsel, o estilo "hermético" do Mojo e aqueles textos perturbadores do Pilla. Da Clarah, eu não gostava, porque tinha ficado com aquela má impressão daquele verão em que ela só escrevia como estava gorda e com celulite. O Hermano eu subestimava, o Caon tinha seus momentos. Era legal saber que eles estavam virando sucesso, com não sei quantos mil assinantes, porque o COL foi uma coisa que realmente fez a diferença e me abriu os olhos pra um monte de coisas. Foi a última vez que eu achei que o mundo era justo.
1999 foi um ano muito bom, sem dúvida nenhuma.

posted by manu 1:50 PM

 
[Anyone who's ever had a heart wouldn't turn around and break it]

Até hoje a festa da viés não me parece um evento real. A viés - a Carmela e eu, sempre enxerida - estava com um ano de revista no ar, mas mesmo assim tinha medo que ninguém aparecesse, que a festa fosse um tremendo fiasco. A gente quase nem dormiu a semana toda, e no final das contas o Garagem estava lotado, cheio de gente amiga, cheio de gente que veio a ser amiga (nessa noite, conheci o Dudu e o Träsel , para ficar em poucos nomes). Pra mim, foi uma das noites mais legais da minha vida. E, para esta festa, vieram lá de São Paulo os caras da Magic Crayon, banda que tinha sido nossa trilha sonora na Agex por tardes a fio. A casa da Carmela era nosso QG, porque eu ainda morava em São Leo. E tinha o César e a esposa dele, a Bel, que são duas pessoas que vão ter SEMPRE meu amor incondicional. E o Ricardo, que era o baterista que usava havaianas e ficava brincando com a Kika, a poodle marrom sobre o qual não falarei agora. E o Gilberto Custódio, que, todos sabem, é o working class hero da causa indie, quando as pessoas repudiam esse rótulo com mil argumentos do tipo "ser indie é _____________" (preencha com o seu favorito).
Dia desses chegou lá em casa a edição nove do Esquizofrenia, zine dele. Putz, que zine legal. Falando assim, parece pouco, mas não é: textos sobre a década de 80, Catherine Deneuve na capa e um editorial que me faz lembrar porque eu gosto tanto de fanzines, afinal. Acho que vou lê-lo pro meu pai. A versão on-line, que acabei de acessar, também é cheia de conteúdo. Gente finíssima, textos MUITO acima da média e... Ah, eu vou abrir uma padaria e largar dessa vida de blog, porque tem coisas muito mais legais para se ler por aí.
posted by manu 12:32 PM


Tuesday, August 20, 2002

 
Great Pretender

"Oh yes I'm the great pretender
Pretending that I'm doing well
My need is such I pretend too much
I'm lonely but no one can tell
Oh yes I'm the great pretender
A drift in a world of my own
I play the game but to my real shame
You've let me to dream all alone
Too real is this feeling of make believe
Too real when I feel what my heart can't conceal
Oh yes I'm the great pretender
Just laughing and gay like a clown
I seem to be what I'm not you see
I'm wearing my heart like a crown
Pretending that you're still around
Too real is this feeling of make believe
Too real when I feel what my heart can't conceal
Yes I'm the great pretender
Just laughing and gay like a clown
I seem to be what I'm not you see
I'm wearing my heart like a crown
Pretending that you're still around"

posted by manu 2:49 PM

 
[this one goes out to the one I love]

Hoje eu quero falar da minha família. Eles me fazem vir pro trabalho com os olhos cheios de lágrimas de felicidade. Hoje, minha mãe me ligou para dizer que chamou um técnico para ver meu PC, pagou por um upgrade imenso e estava feliz porque ela achava que ele ia conseguir fazer backup. Sabe, eu amo muito a minha mãe. O nome dela é Irdes ("tua vó jogou as letras do alfabeto pra cima e deu nisso"), ela é linda e a pessoa da família mais parecida comigo, no bom e no ruim também. Ela podia estar aposentada, mas continua trabalhando, porque quer realizar um antigo sonho meu (de reformar o porão de casa e transformar no meu quarto). Sabe o quarto do Tobey Maguire em Wonder boys? Aquele. Minhas coisas, minha privacidade, eles ao alcance da mão.
Eu nunca atravessei uma fase de problemas financeiros como estou atravessando agora. Minha mãe está me dando muito mais grana do que eu gostaria que ela me desse, isso meio que me envergonha, porque não foi pra isso que comecei a trabalhar aos 11 anos. E a Jô também pensa que não vi, mas ontem sei que ela colocou grana dentro da minha mochila. Logo eu não ia notar, logo eu sempre com os pilas da passagem contados. Boa tentativa, hunny, isso me faz lembrar de como tu é boa e de como tenho vontade de te guardar numa bolha onde nada de ruim acontecesse. A Jô, aliás, é mais parecida com meu pai do que com minha mãe.
Meu pai é uma figura. Ele é amigo de toda a gurizada de Nova Prata, mas isso não quer dizer que ele seja metido a magrão. Ele é sério pra caramba, e a pessoa mais honesta de todas. Gostaria muito de ser mais parecida com ele, me esforço pra isso. Ele trabalhou 25 anos num emprego que odiava, mas no fim das contas ele até estava se divertindo. Tudo que ele mais queria era um filho homem. Ele é alto, muito alto, e tem um barrigão e 13 graus de miopia. Meu pai, um grande homem. Mal posso esperar para contar as novidades para ele no sábado, ele sabe que morro de saudade dele, mas não entende essa fixação por Nova Prata. Acho que só eu entendo isso.
O fato é que muita gente já me perguntou como é morar sozinha. Eu saí de casa nos primeiros meses de 17 anos. Estava numa fase difícil, ainda tentando ficar limpa. Tinha começado a engordar, estava totalmente sem amigos, e me mudando para uma cidade que eu odiava. As poucas amigas que me restavam foram para Porto Alegre, e eu tinha que ir pra São Leopoldo, onde morava minha irmã - minha arquinimiga na época - mais três meninas que eram as completas vileiras, panacas, brigonas. Eu estava odiando. Chorei toda a primeira semana fora de casa, e tanto que o resultado não podia ter sido diferente - todo final de semana, pegava o clássico Unesul até Nova Prata. E era o evento da semana, mesmo que fosse para não fazer nada, tentar criar alguma intimidade com minha mãe, amenizar a minha culpa - afinal, eu quase tinha matado-a há pouco tempo antes. Então, em São Leo, eu lia MUITO, ouvia rádio o dia todo (era o auge da Ipanema), caminhava e logo estava feliz com a faculdade que tinha escolhido.
É patético dizer isso depois de todos esses anos, eu sei, mas ainda não me acostumei a morar longe do pai e da mãe. Nossa casa amarela, grama, o Bóris, correr até a casa da Tereka e conseguir filar uma sobremesa, antes de lavar a louça. Assistir tevê no colo do meu pai, sentar nas escadas de casa para tomar um chá, ouvir música onde tudo começou - o quarto de hóspedes. Aqui, em Porto Alegre, tenho a maioria dos meus amigos. Na real, tenho os meus mais incríveis amigos aqui, tem a Jô que sempre está comigo, mas tem também um apartamento (não gosto nada disso), tem muita gente, tem calor, tem assalto, tem ruas muito muito muito sujas. Mas eu ainda acho que o que me faz ter mais saudades de Nova Prata são meus pais.
A Tereka é irmã do meu pai. Ela é solteira, mora com a Negrinha, que também é irmã do meu pai e tem problemas mentais. Quando o pai e a mãe viajavam, a gente ficava lá. Novembro de 1993, temporada de 15 dias na casa da Tereka. Um fim de tarde, não consegui. Tinha discutido com minhas amigas, tirado nota baixa em um teste de matemática, estava abafado e eu não tinha ninguém para conversar. Aquele sentimento de angústia me perseguiu por duas semanas. Até hoje, não consigo ficar mais de duas semanas sem ver o pai e a mãe. Eu surto.
Então, quando a Jô morou nos EUA, caiu tudo sobre mim: as contas para pagar, os dois empregos, oito fanzines, o namorado-traste. Época boa, porque o que não mata, engorda, afinal. Fico feliz que agora estejamos bem, mas nosso relacionamento já foi uma merda, e grande parte dessa culpa é minha - eu e essa minha falta de jeito. Um inferno de guria, aos 17 anos, um assunto que ninguém gosta de tocar. A última discussão no sábado de meio-dia sobre esse assunto, drogas, acabou com choradeira, gritedo e eu soltando o cala-boca: "Eu espero, de todo o meu coração, que tu nunca tenha que ficar a vida toda pagando pelos teus erros do passado, Tereka". Que problema complicado, que coisa, mas se eu pudesse voltar atrás, teria feito tudo o que fiz. Sabe, na adolescência, eu só queria correr para longe de mim mesma, era aquela confusão hormonal, afetiva, mental. Ainda bem que a gente vai ficando mais velho, mais feio e descobre os discos do R.E.M na época certa.

posted by manu 1:48 PM


Friday, August 16, 2002

 
["At this point I'm really me"]

Tem um povo muito legal, cheio de idéias, aqui. Diversão para horas e horas.
Tem ali um cara chamado Carlos Bêla. Eu tenho o maior orgulho de dizer que o cara é meu amigão. Acho que ele é a única pessoa que sente falta da minha coluna extinta no Tijolo, a "Bela camponesa de nobre coração que vai ao bosque todas as tardes recolher nachos". O cara é absolutamente genial, tem um senso estético impressionante e um talento que chega a me deixar sem jeito. E ainda conhece TODAS as músicas do universo. Sério. Eu posso citar a música mais obscura do universo, o cara sabe qual é. E ainda é gente finíssima. Gente como o Bêla me fazem querer ser sempre melhor (embora quase sempre eu não consiga mudar muito... hehehe).
Ei, vocês viram o post do André de segunda-feira? A Cams que me contou, porque essa semana não estou muito interneteira. Bah, que coisa mais querida. Eu só tenho que agradecer, fiquei muito feliz.
---
Ah, só para constar: ontem tive a pior crise de TPM e bronquite de todos os tempos. Não sei o que aconteceu, não costumo ter surtos nas TPMs, como o Samuca sempre apregoava, mas ontem tive um, horrível. Chorei pra caralho, rodei a baiana, quebrei dois pratos acidentalmente, só queria perto de mim o Jeff Tweedy. Muito, mas muito estranho. Credo, tomara que mês que vem não se repita.
posted by manu 9:00 AM


Thursday, August 15, 2002

 
[If you don’t want to see the worst in me, you’ve got two choices: cover your eyes with both hands tight, or just leave]

Quando faço listas mentais de filmes que preciso rever, nunca, nunca, esqueço do Backbeat - Os cinco rapazes de Liverpool. Há um ano atrás, fiz questão de escrever uma resenha sobre ele para ser publicada na viés (apesar do filme ter sido lançado no começo da década de 90). A questão que mais me atrai nele não é a história do filme - apesar de todos sabermos que ando consumindo doses antibióticas de Beatles - e sim uma cena em especial. Também não sei se quem viu, vai lembrar dela. É quando o John e o Stu estão, num final de tarde, conversando sentados num ponto alto de Liverpool, que dá para ver a cidade inteira. Essa cena é genial, e se alguém me pedisse para resumir o "espírito adolescente" (foi involuntário, juro), a cena que eu ia usar seria essa.
Crescer numa cidade do interior pode ser enriquecedor. Minha distração era sentar numa certa esquina, da qual eu conseguia olhar toda a cidade. Eu sempre ia lá com a Nine ou a Biba, ou a Meli ou a Débora. Essa não-pressa que muitas vezes a gurizada esquece de ter, sair da aula e ficar matando tempo. Era legal, mesmo sabendo que logo à tarde eu tinha que trabalhar, chegar 15 minutos atrasada pro almoço em casa. Mas a verdade é que fui uma adolescente insuportável. Embora não pareça, eu era tri hippie. Logo quem. Eu usaria uma camiseta "Kill all hippies" hoje, me orgulho pra caramba de gostar de punk rock... mas já fui a maior riponga.
Não me vestia daquele jeito (sempre fui adepta do estilo mais apagado possível), mas era toda calminha, junkiezinha, ao mesmo tempo em que tinha aquele ranço de ser metida a sabichona. Meus interesses eram meu namorado, comprar a Bizz, meus cigarros e discos. Aquela coisa meio Ponyboy (quem sacar o filme, ganha uma beijoca), saía todo final de semana, gostava de caminhar sozinha pela cidade depois que escurecia, me misturava com o resto da horda. Mas não consigo ter carinho por essas lembranças - o primeiro cigarro, o primeiro porre, as aventuras e mentiras e jogatelas.
Só é bom falar dos momentos em que eu estava quieta, ou tendo uma conversa superséria com alguma das minhas amigas. Nunca fui muito boa em grupos, por isso mantenho algumas pessoas muito especiais o mais perto quanto possível de mim. Gosto de envolvimento. Em tudo. Sei que daí comecei a ler, porque me trancar na biblioteca era infinitamente mais legal do que ficar falando mal das professoras, ou preocupando-se com provas, armando tramas pros meninos. A realidade tinha que ser mais do que aquilo (e essa visão, essa coisa de não tirar o olho das estrelas é sempre o que me salva). Gosto de pensar numa pirralha se achando porque lia os clássicos aos 13, 14 anos, embora soe pedante e pretensioso. Mas eu sempre tinha uma grande amiga.
Poderia fazer um dossiê de todas as minhas melhores amigas, essa minha memória ainda acaba me matando. Mas poderia ainda mais escrever livros sobre as mães delas. Prova disso que é passei o último domingo conversando com a mãe da Nine, horas e horas de chá e biscoitos e fotos de vestidinhos infantis. As eleições, a filha dela, os relacionamentos e a tolerância de hoje em dia. Quarta passada liguei pra Carmela e fiquei mais de uma hora falando com a mãe dela. E, no domingo, justamente enquanto falava com a mãe de Nine, percebi que chegava essa vontade de contar histórias de novo. Ando meio nostálgica, como todo mundo já percebeu, mas nem é só isso. Ando desfiando as coisas sozinha, buscando as razões porque meio que estou querendo deixar algumas coisas para trás. Nem sei se é porque as coisas têm acontecido, ou porque eu ando sensível demais, mas o fato é que ontem uma menina da faculdade que eu nunca vi na vida chegou para mim e disse: "não entendo como é que tu não está no grupo que cuida da parte musical do programa de rádio, manuela". O fato é que eu gosto de gostar de música, isso criou meu grupo, é grande parte do meu assunto, mas o resto também é muito legal: tomar um chá com as telefonistas, abraçar as moças da limpeza, saber rir das piadas do diretor. Coisas que me atraíram também para o emprego no colégio. Quando trabalhava na Agência, saquei que não tinha entrado na faculdade de jornalismo só para escrever sobre música. Na época em que me decidi, foi exatamente essa minha associação (minhas duas coisas favoritas, escrever e música, relacionadas). Eu gostava de jornalismo pela possibilidade de conhecer pessoas, histórias, e nunca tive nenhuma vergonha de ser "repórter canetinha", tinha era orgulho, gostava daquilo e sabia. Setorista de tragédias gregas e novelas mexicanas. Mas hoje em dia eu me pergunto a razão de existir do jornalismo, e cada vez mais chego à conclusão de que ele não serve pra grandes coisas. Se eu encontrasse um estudante do começo da faculdade, ia aconselhá-lo a largar. It's a long way to the top if you wanna_______________.
Eu estou me sentindo como se devesse pedir licença ao mundo para me apaixonar. E eu sei que esse sentimento não é estranho para mim. A Carmela sempre ri da minha cara quando diz que esquece o nome de todos os meus meninos. Não sou nnnngata, como todos sabemos, mas a questão é que ficar é um negócio que sempre me diverte. Escolho uns pequenos detalhes dos meninos e acabo lembrando disso com o maior carinho. É uma atividade quase antropológica - coração de rinoceronte, é isso que eu acabei conseguindo. Mas eu me apaixonar... Rapaz, isso é raro. Tenho uns surtos, mas nunca duram mais de uma semana. O amontoado de sintomas está me preocupando. As famigeradas borboletas no estômago de Manu estão sendo comunicadas ao mundo agora, e, acho, vieram para ficar. Cara, algo que diz que vou me foder nessa história.

(Mas deixa eu contar que foi "me salva?" o que eu pedi pra ele, todas aquelas precious illusions escondidas ali no meio da frase.)

posted by manu 12:37 PM


Wednesday, August 14, 2002

 
... este template lindo é cortesia do blogger.

não me perguntem como isso aconteceu. weird.
posted by manu 5:50 PM


Tuesday, August 13, 2002

 
[angel came down from heaven yesterday]

E então estou ouvindo "Angel" e sozinha aqui, sentindo uma alegria que seca todas as ruas de Porto Alegre. Um dos sintomas: estava na parada de ônibus e um carro me deu um banho de água suja. Fiquei rindo. Assim, só rindo. Meu som veio para Porto Alegre, mas ele não está funcionando, um desperdício. Eu quero visitar os amigos que tocam música ruim no violão, ligar pro 0800 da Carris e dizer como eu amo a minha cobradora de ônibus.
Tenho pensado sobre como a Suécia é o país modinha do momento (de novo), sobre todas as árvores da Borges que sempre me protegeram, sobre como eu ando estranhamente sem vontade de escrever aqui. Encontrei o Gabrielzinho hoje, e ele ficou falando que comprou um contrabaixo e eu gostaria de ter conversado mais com ele. Menino offline, sem links, muito normalville.
Queria ter falado sobre como a vida muda totalmente em pouco tempo. Essa é uma das coisas que mais me fascinam nessa maluquice toda. Num dia, você está chorando e ouvindo Let it be, e no outro, está sendo massacrado por uma canção qualquer saindo por um sistema de som que fede a cerveja. Eu não tenho problemas em analisar pessoas, adoraria ser menos crítica, anos de cinismo e auto ironia me fizeram ficar assim.
Mas eu tenho a chance de me perder, ainda. Agora eu sei. Não vou ficar listando as razões (isso sempre me fode). Só essa chance já me basta, porque um ano sem sentir quase nada já estava me entediando. Nada de cheap thrills como angústia, tristeza, abandono e uma pessoa pensando em milhares de coisas bonitas antes de dormir. Eu não quero pensar em nada antes de dormir.
posted by manu 1:38 PM


Friday, August 09, 2002

 
[some songs you can't afford to play]

Eu sempre fui uma péssima aluna de interpretação de texto. (previsível) Minhas matérias favoritas eram português, inglês, literatura, alguma biologia e física. Mas em interpretação eu era muito ruim. Isso porque eu nunca interpretava as coisas do jeito que as professoras queriam que eu interpretasse. Não que eu fosse um gênio, o que acontecia é que eu ficava super nervosa e, na possibilidade de ler a resposta em voz alta, congelava e fazia tudo errado. Odiava ler as respostas em voz alta, eu era tão neurótica que ficava conferindo com as minhas colegas que sentavam por perto, antes de lê-las em voz alta. Just in case, sabe como é.
Contando assim, parece neurótico, apesar de que crianças de 11 anos não devem ter muito espaço para neuroses. Mas é uma das coisas que mais gosto em blogs, essa possibilidade de buscar esses pedacinhos da memória. Coisas que tem cor, cheiro, sabor. Essa memória, por exemplo. Tem cor de verde-água, meu lápis de cor favorito e a cor da fórmica das classes da sexta série. Tem cheiro de bolacha maria e leite com chocolate, que era a merenda que a escola dava pra gente (estudei em colégio estadual, e foi minha melhor época como aluna). O sabor é de almoços_em_casa, na época powered by viandas. A Jô estudava em outro colégio, então chegávamos em casa todos na mesma hora. A primeira coisa que meu pai fazia era tirar os sapatos (ele odeia sapatos) e calçar pantufas. A minha mãe ficava correndo de um lado a outro, e almoçava em algo do tipo 5 segundos. Ela gostava de comer cenouras, couve-flor e ovos cozidos, tudo preparado na noite anterior. A Jô usava sempre um moleton cinza da Mad Dog e tinha umas calças jeans muito cools, ela sempre soube se vestir. Eu nunca soube me vestir, era against todas aquelas modas que minhas amigas amavam: blusa cigana, bermuda de cotton, cabelo solto e oxigenado.
É estranho ter essas memórias de infância quando se fala da década de 80. Porque todo mundo recorre aos clichês do tipo Bozo, e Caverna do Dragão (aquelas coisas que as pessoas listam em spams gigantes). Essas memórias pequenas são muito mais legais, muito mais reais - e olha que passei MUITO tempo da minha infância na frente da tevê. Eu tenho várias lembranças dessa época: o Clédson, um colega que se babava todo ao falar, tinha letra de menina, e na quinta série, me agarrou e me deu um selinho traumático. Lembro de ficar esperando o Pércio passar no corredor, para eu ir embora olhando ele até a saída da escola. Ele morava na mesma rua que eu, mas eu ia por um caminho diferente, para acompanhar uma amiga até em casa. Sempre fiz coisas demais pelas minhas amigas.
O Pércio monopolizou meu coração por cinco anos, foi o amor perfeito que jamais tive. Sonhava dia e noite com o dia com que ele me beijaria. As cinco coisas favoritas dele na época eram, na ordem: dire straits, roller skate, figurinhas do campeonato brasileiro, laranjas e um blusão com jakkar cinza e azul clarinho. Lembro com clareza da minha primeira dor de amor. Estava no quarto de hóspedes. Naquela tarde, alguém me contou que ele tinha ficado com a Milene na festa de aniversário do André. Coloquei uma fita que tinha aquele hit do Richard Marx, "Right here waiting". Adoro quando estou triste e acho a trilha sonora perfeita. Chorei copiosamente, até meu pai chegar do trabalho, o que queria dizer 15 minutos depois. Ás vezes eu acho que sempre vou gostar do Pércio. E, em certos momentos, como agora, eu tenho certeza.
O turning point da minha vida foi na mudança do primeiro para o segundo grau. Como eu já contei, estudava em colégio estadual, e ele só tinha primeiro grau. Quando chegou a hora da mudança, minha mãe quis me colocar no colégio particular (os pais sempre fazem essas coisas, né?). Minhas amigas foram todas para o outro colégio da cidade, estadual, onde minha irmã estudava, o que só aumentou minha revolta. Eu odiei tudo no colégio novo, menos a Nine, que virou minha melhor amiga na mesma época em que nós virávamos as cdfs (mas não tããão estereotipado assim: namorávamos, saíamos, debutamos - blé). Mas o fato é que todas as minhas amigas da época do colégio estadual ficaram em Nova Prata. Casaram, tiveram filhos, trabalham no comércio. Eu segui a trilha contrária, e foi assim que eu caí aqui.
Recordei agora da segunda dor de amor, que foi pior que a primeira, obviamente. Não eram só olhares furtivos a serem lembrados. Tinha beijos, e abraços e perfume de menino. O Cris tinha me traído, no sexto mês de namoro, com a namorada anterior dele, o que me fazia sentir usada e, o que é pior, inútil. Ele tinha acabado de me contar, final de tarde. Entrei em casa, esqueci que já estava com 15 anos e me joguei no chão (começa minha vocação de drama queen). Chorei aos cântaros naquele 18 de julho. E eu lembro claramente de ter sentado no quarto de hóspedes, ao lado do aparelho de som, e não ter nenhuma música para colocar. Não saber que música colocar, nada se encaixava ali.
Foi então que comecei a ouvir rock and roll pra valer.
posted by manu 9:33 AM


Wednesday, August 07, 2002

 
[Displayers of affection and all good intentions]

"What's The World Got In Store"
(do Wilco, quem mais?)

Close your eyes and go to sleep, baby
Take your head off your feet, honey
Cause you've been working hard and I know you're tired
You been tryin' hard not to think I'm a liar
What's the world got in store
What's the world got in store for you
What's the world got in store for you now
(...)
I'm not trying to knock you out, or was it about
I just now you need your rest I can't say what's best for you
You been workin' hard and I know you're tired
I've been tryin' hard not to feel like a liar
What's the world got in store
What's the world got in store for you
What's the world got in store for you now
What's the world got in store
What's the world got in store for you
What's the world got in store for you now

posted by manu 4:52 PM

 
[dreamer in my dreams]

Passei só para comentar: acabei meu tricô ontem.
posted by manu 3:28 PM

 
[what's the world got in store]

Eu costumo não levar a vida muito a sério (Bon Jovi segue lançando discos, sabe como é), mas ultimamente ela têm sido bem boazinha comigo. Beem boazinha.
Dias atrás, o André se ofereceu para comprar a Q para mim. Para quem gosta de cultura pop como nós, isso vale milhões.
Anteontem minha irmã cozinhou um banquete para mim. Como se não bastasse, ela publicou um post lindo falando sobre a minha pessoa. A Maria também estava na janta. A Maria é uma pessoa impressionante, que só me surpreende para o bem: é gentil, inteligente, afofável e muito, muito legal. Adoro perceber as coisas nela, e sempre é muito bom tê-la por perto.
Ontem, na faculdade, eu encontrei o Diego. Achei que eu ia surtar. O Diego trabalhava comigo na Agência de Jornalismo, nos víamos todo o dia. Um dos meus maiores confidentes, é meu único amigo que conhece o Grand's bar, tem todo o amor da minha família e ri (e ri com muito gosto) das minhas piadas. Não lembro quando foi a última vez que nós sentamos para conversar DE VERDADE, ainda estávamos na Agex, provavelmente. Eu amo muito ele, e fiquei berrando isso numa sala cheia de gente, e ele rindo e me contando sobre como está apaixonado por aquela música do Jeff Buckley, e me fala de um curso que o Gustavo vai ministrar que eu tenho que fazer. Ahn? Curso?
E foi aí que eu encontrei o Gustavo. Eu lembro que, a última vez que eu tinha visto ele tinha sido há eras (algo do tipo 2 meses), e foi MUITO bom ter topado com ele no corredor. "Topado" mesmo - ele estava em outro papo, e eu, metida, nem quis saber, fiquei saracoteando em volta do Gustavo. E eu ainda nem assimilei as coisas que a gente conversou, porque a gente não conversou muito tempo, mas conversou sobre as coisas importantes. Eu gosto muito dele, e esse "gostar" nunca é proporcional a nossa quantidade ínfima de encontros, e é nessas horas que sinto falta de trabalhar na Uni de novo. Quem sabe eu não arrisque uma monitoria? Mas isso não é importante, o que quero noticiar aqui é o curso do Gustavo, que é um negócio espetacular. Leiam sobre aqui. Vamos fazer todos nós, vamos? Eu, o Di e a Jô vamos, com certeza. Cara, a idéia é ótima.
E, como se não bastasse, no intervalo aparece o Charles na minha aula. E com o EP da Casino que ele ia gravar para mim. E o EP é tribom, as letras são lindas, a música também. E eu adoro ganhar cds. Pena que não encontrei o Charles de novo para agradecer devidamente.
E hoje eu recebo um e-mail contendo a frase "manuela, o que seria de mim nessa vida sem você?". Depois de dois dias só escutando lágrimas ao telefone, e ás vezes escutando simplesmente nada, é bom ouvir que a gente é importante, é legal se sentir importante.
E tem muito mais coisa, mas agora não tenho mais tempo de escrever. Estou com muito trabalho acumulado de ontem. Prefiro escrever no blog do que escrever e-mails, porque assim todo mundo fica sabendo, entende? Quem não me conhece, nem sabe quem são essas pessoas aí em cima, desculpe-me. Mas se meu blog não servir pra isso, não sei pra que mais ele serviria.

O dia está lindo, trouxe comigo o "being there" e o "odelay", vou jantar com meus buddies. Estou de tênis favorito, o ônibus não estava lotado, almocei bolachas recheadas. Foda-se tudo, hoje eu estou feliz.
posted by manu 1:12 PM

 
[nobody else here, baby]

De todos nós, eu sou a menos talentosa. Isso é fato.

Mas dias como hoje me fazem sentir que isso não tem a mínima importância.
posted by manu 12:07 PM


Monday, August 05, 2002

 
[i read the news today oh, boy]

Desculpem-me as pessoas que esperam respostas de e-mails. Hoje não vai dar para responder, acho que esta semana inteira vai ser meio trash. A partir de amanhã, minha vida dará outra guinada, mas é pra melhor. Só que é aquele burocratrês, não vou ficar me repetindo.
O final de semana foi legal, bem legal. A insiste em me chamar de "Smurfette", assisti "Um grande garoto" (e gostei, gostei muito mesmo). Há meses eu não ia ao cinema, esqueci como era bom. Mas pode ser muito ruim também, porque sou MUITO sensível para filmes (não falo de lágrimas, entenda), e acho até uma experiência um pouco violenta, as salas escuras. Também fui a um daqueles botecos "charmosos" no Guion e - o pior - só tocava "Everybody's talkin'", no repeat. Pensei que queria levar o João pra lá, ele ia gostar tanto quanto eu. Tanto que, ao botar meus pés dentro do lugar, virei pra Jô e disse: "bem que essa música podia ficar no repeat, néam?". Profética.
Formatura sempre é um saco, mas sempre tem um quê de diversão para pessoas masoquistas e esquisitonas como eu. Bom mesmo é pegar chuva nas costas, ouvir o novo do Chilli Peppers enquanto passeio pela Nilo e vou comprar roupas com a Jojoba e a Romy. E conheci a cã mais fofa de todos os tempos. E fui no Mix Bazar, aquele lixão cheio de gente - ainda por cima vi a Biba, lá. A Biba é a única menina que namorei na vida. Eu tinha 16 anos e ela era minha melhor amiga e foi triii bonito e poético, mas acabou muito mal. Sabe aquele texto da Fiona Apple em Popsland? Foi escrito para ela. Tudo bem se tu não lembra do texto, ninguém lembra mesmo. Só a Maria lembra do meu texto dos adolescentes que comiam biscoitos. Veja bem, voltei a fazer meu tricô, e pouquíssimas pessoas sabem o que isso realmente significa - ainda bem. Mas o novelo tá cheio de nós, não estou conseguindo desfazê-lo.
Estou ouvindo Beatles, muito Beatles, e não pretendo mudar. Se bem que a Cams mandou várias mensagens de celular na sexta, me falando sobre o Chris Martin, aquele menino que tanto amamos. E ela me mandou uma foto do menino mais lindo da terra hoje de manhã. Ontem à tarde, quando voltávamos do Mix, a Dani me deu um brigadeiro de presente, e coca light também, e todas de pernas cansadas de subir lombas e risos para festas de aniversário e churros, acarajé e usina, tudo isso a um real.
Então, foi isso. Perdi o show, perdi o garotinho com problema no braço, deixei uns pedaços soltos por aí. Mas tudo ok, tudo ótimo, é dia de tomar sopa, de visitas queridas pela parte da tarde e até o jornal eu já li. "Tudo sobre minha mãe", é?
(É, é, sua panaca).
posted by manu 9:35 AM


Friday, August 02, 2002

 
[unsent]

Está aberta a sessão de recados.
- Comentário fofo e muito necessário: foi muito legal ir pra Unisinos ontem. De cara, encontrei muitos amigos legais: Diego, Lelê, Cris... Mas o mais tri foi ter esquecido de voltar pra aula depois do intervalo. Culpa dos queridos Charles e Dudu, que eu sei que, de vez em quando, passam aqui. Adoro vocês, dupla dinâmica. (o pior de tudo: no bus pra casa, lembrei de zilhões de histórias do Mate-me pra comentarmos...).
A notícia ruim: não posso acompanhar vocês no show sábado. Tinha esquecido completamente que tenho uma formatura na ufrgs. É que não gosto muito da formanda, hehehe. Que feio.
- Cams, não consegui escutara musga que tu me mandou. Não posso ouvir mp3 aqui.
;-(
- Ainda não havia linkado aqui, mas o cara é foda. o César, uma das pessoas mais legais que eu conheço, está de blog. É meu irmão, vá sem medo. Eu tenho saudades dele e daquela época.
posted by manu 11:34 AM

 
[you're pretty good looking for a girl]

Hoje é aniversário do Edward Furlong. Temei.
(Quando é que eu vou deixar de ser adolescente?)
posted by manu 11:13 AM

 
[In my place]

Ei, alguém sabe onde compro a Q aqui em Porto Alegre? André, a culpa é toda sua.
;-)
posted by manu 8:04 AM


Thursday, August 01, 2002

 
Então tá. Vamos brincar de Greta Garbo.
posted by manu 4:56 PM

 
I just want to misbehave I just want to be your slave
posted by manu 4:42 PM

 
Eu trato meus sonhos com desleixo.

O Galera falou algo parecido faz uns 5 anos, e a identificação foi imediata.
posted by manu 3:17 PM

 
aiaiaia

meus posts estão kamikases, deletando-se sozinhos.

Legal. Mas eu já disse ali embaixo: absurdos NÃO me fariam feliz. Que porra.
posted by manu 3:09 PM

 
[take this broken wings and learn to fly]

Preciso dormir bastante. Semana que vem, quando provavelmente começarei de novo, talvez as coisas melhorem. Baby steps.
A melhor cena de Beautiful Girls envolve confissão. As melhores cenas SEMPRE envolvem sharing feelings, sempre, sempre. Por isso amizade sempre foi tão importante para mim. Porque eu ainda namoro os magrelinhos. Se forem nerds, melhor ainda. Ainda tenho problemas de peso, de pele, de grana, de personalidade. E tudo indica que vou ficar rolando por aí por um bom tempo. Quem vem?
Nenhuma tatuagem, nenhum disco novo, nenhuma varrida no meu quarto: preciso dar uma de homenzinho. Preciso eleger quem realmente importa e quem serve de adubo, mas até acho bom a gente se perder bastante nesse sentido, me faz sentir viva. E o resto? Naquelas. Mas deixa eu parar por aqui, senão isso vira música do Belle and Sebastian.
Eu não sei, eu não sei. Queria era sentir alguma coisa diferente, absurdos não me fariam feliz. Chega.

posted by manu 3:06 PM

 

Love is rare.
Life is strange.
Nothing lasts.
People change.
posted by manu 2:06 PM


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